Terças - das 21 às 23h com Valdemar Engroff e Luigi Cerbaro
Sábados - 8h30 às 10h30min com Valdemar Engroff

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

IBGE: últimos dias de inscrição para processo seletivo com 11 mil vagas no RS

Encerram-se nesta sexta-feira (21) as inscrições para o processo seletivo do IBGE que vai contratar mais de 11 mil pessoas em todo o Rio Grande do Sul. As vagas para o cargo de recenseador são temporárias e têm duração prevista de três meses. As inscrições devem ser feitas no site da FGV, organizadora do processo seletivo e a taxa de inscrição é de R$ 57,50, podendo ser paga até 16 de fevereiro. O requisito para o trabalho é ensino fundamental completo.

Os recenseadores são os profissionais que visitarão todos os domicílios do país, entrevistando seus moradores. Eles serão remunerados por produtividade, de acordo com a quantidade de residências visitadas e pessoas recenseadas, considerando ainda a taxa de remuneração de cada setor, o tipo de questionário preenchido, entre outros fatores. O IBGE disponibiliza um simulador para que os interessados possam estimar quanto irão receber. Não há horário fixo para este cargo, podendo ser utilizado como complementação de renda, conciliando com outra atividade. Recomenda-se pelo menos 25 horas semanais dedicadas ao trabalho de recenseador.

Os candidatos serão selecionados por uma prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, com 10 questões de Língua Portuguesa, 10 questões de Matemática, 5 questões sobre Ética no Serviço Público e 25 questões de Conhecimentos Técnicos. A prova será aplicada no dia 10 de abril, na parte da manhã. O candidato que estiver inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) poderá obter isenção de pagamento da taxa de inscrição.

O baixo número de inscritos preocupa o IBGE, especialmente nas grandes cidades. “Se considerarmos apenas as grandes concentrações urbanas, com mais de 750 mil habitantes, o Rio Grande do Sul é o Estado que tem a situação mais difícil no país, com quantidade de inscritos que ainda é menor do que o número de vagas disponíveis”, relata o coordenador operacional do Censo no RS, Luís Eduardo Puchalski. A preocupação é maior na Região Metropolitana e em toda a Metade Norte do Estado, enquanto que a Metade Sul tem tido boa procura pela oportunidade de trabalho.

Protocolos sanitários contra a Covid-19 no dia da prova

Todas as etapas do Censo 2022, incluindo as provas, treinamentos e a coleta dos dados, seguirão protocolos sanitários de prevenção à Covid-19. Será exigido o uso obrigatório de máscaras e o distanciamento seguro entre candidatos e aplicadores de prova. A organização irá disponibilizar álcool em gel em todos os locais de prova. O candidato que descumprir as medidas de proteção será eliminado do processo seletivo.

Censo 2022 vai visitar todos os municípios brasileiros

Em 2022, todos os cerca de 213 milhões de habitantes, em aproximadamente 71 milhões de endereços, serão visitados pelos recenseadores nos 5.570 municípios do país. A pesquisa revelará entre outras informações, as características dos domicílios, identificação étnico-racial, nupcialidade, núcleo familiar, fecundidade, religião ou culto, deficiência, migração interna ou internacional, educação, deslocamento para estudo, trabalho e rendimento, deslocamento para trabalho, mortalidade e autismo. Realizado a cada dez anos, o Censo Demográfico é a principal fonte de referência para o conhecimento das condições de vida da população em todos os municípios do país.

O trabalho de recenseador pode ser conciliado com outras atividades, pois para os que irão atuar como recenseadores no Censo 2022, exige-se um mínimo de apenas 25 horas semanais. 

O horário de trabalho dos recenseadores é “livre” podendo se estender para horários vespertinos e aos finais de semana! 

O rendimento é por produção! Um simulador de remuneração está disponível no link:  https://censo2022.ibge.gov.br/trabalhe-no-censo/estimativa-de-remuneracao.html

O requisito para o trabalho é ensino fundamental completo.

As inscrições devem ser feitas no site da FGV (https://conhecimento.fgv.br/concursos/ibgepss21), organizadora do processo seletivo. 

O valor da inscrição é de R$57,50 e o pagamento poderá ser feito até o dia 16 de fevereiro.

O candidato que estiver inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) poderá obter isenção de pagamento da taxa de inscrição.

As provas serão realizadas no dia 10 de abril. 

Fonte! Chasque (post) publicado no Jornal Boa Vista no dia 18 de janeiro de 2022. Abra as porteiras clicando em: https://jornalboavista.com.br/ibge-ultimos-dias-de-inscricao-para-processo-seletivo-com-11-mil-vagas-no-rs/

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Live da Asae encerra com chave de Ouro 2021

Nessa quarta-feira, dia 22/12, a Asae (Associação dos Servidores da Ascar Emater-RS) celebrou o último grande encontro do ano através da Live Cultural, com o tema: “A Rádio que Toca o Seu Coração”.

Organizada pelo GT Cultural da Asae e com transmissão pelo Facebook e YouTube, o evento foi realizado em um formato de programa de rádio, com muita animação, música e informações sobre as ações realizadas pela gestão durante o ano.

Também foram sorteados prêmios entre os associados e associadas participantes do seguro de vida em grupo pela Icatu e de camisetas aos espectadores da Live.

Representando a Asae estiveram presentes o Primeiro Secretário, Robson Becker Loeck e a Segunda Tesoureira, Ivania Bernardete Polaczinski, que apresentou as principais ações da Diretoria durante o ano de 2021.

A live começou com uma saudação do intermediador e Primeiro Secretário, Robson Loeck aos associados, participantes e espectadores da live.

Os associados, Ricardo Pereira e Valdemar Engroff, conduziram a apresentação da Live aproveitando suas experiências como radialista.: Ricardo apresenta o programa “Chimarreando com Casca e Tudo”, no SoundCloud e Valdemar lidera o programa “Gritos do Quero-quero”, na rádio Acácia Web.

O evento inicia com a bela apresentação da colega e associada Bernardete Pilatti com a música de Ubiratan Vieira e João Alberto Pretto, Ironia. Em seguida, o colega e associado Mateus Oliveira tocou a canção “Meu Amigo Pedro”, de Raul Seixas.

Na sequência, Ivania apresentou o relatório das principais ações realizadas pela Diretoria Executiva da Asae durante o ano de 2021.

Voltando às apresentações, o colega e radialista, Ricardo Pereira – o Casca, como é chamado pelos colegas – interpretou com voz e violão a música do saudoso Gildo de Freitas, Definição do Grito.

A live seguiu com várias apresentações e finalizou com a realização de alguns sorteios que contemplou associados e colegas da Asae com vários prêmios. 

Fonte! Chasque (post) publicado no sítio oficial da Asae, no dia 24 de dezembro de 2021. Abra as porteiras clicando em https://site.asaers.org.br/2021/12/24/live-da-asae-encerra-com-chave-de-ouro-2021/

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Entre o passado e o contemporâneo, Os Replicantes celebram 35 anos de 'O futuro é vórtex'

Show no Gravador Pub trará as canções de um dos álbuns mais influentes do punk rock brasileiro - Marcelo Nunes / Divulgação / JC

Mesmo passados 35 anos desde o lançamento do primeiro álbum, as músicas produzidas naquela época pelo grupo Os Replicantes ainda carregam consigo uma intensa atmosfera de modernidade. Em comemoração ao aniversário do disco O futuro é vórtex, apresentado ao público pela primeira vez em 1986, a banda se reúne para um show especial que irá resgatar e relembrar o início de carreira dos integrantes. A apresentação acontece neste sábado, às 21h no Gravador Pub (Conde de Porto Alegre, 22), com apenas 45 ingressos disponíveis para compra através da plataforma Sympla.
 
A banda, uma das mais importantes e simbólicas de punk rock do Estado, surgiu de forma despretensiosa durante o verão de 1983. Heron Heinz, um dos fundadores, conta que se juntou ao irmão Claudio e ao amigo Carlos Gerbase com a expectativa de fazer um som sem compromisso. "Nenhum de nós tinha feito algo do tipo antes. Começamos a tocar na garagem de casa mesmo. Era eu no baixo, Cláudio na guitarra e Gerbase na bateria. Depois de um tempo o Wander (Wildner) se juntou com a gente para cantar. Foi aí que começamos oficialmente."
 
Tempos depois, com outras bandas gaúchas também emergindo e se destacando no cenário musical regional, a gravadora RCA veio para o Sul com o intuito de fechar alguns contratos. Os Replicantes entraram no projeto e, a partir disso, o primeiro álbum foi lançado com o nome de O futuro é vórtex. "Todo ele foi montado com as músicas feitas na época de garagem e que tinham sido gravadas em fita cassete. Fomos para São Paulo com tudo pronto, sem precisar de nada novo", conta.
 
O conteúdo presente nas canções traduz o momento em que estavam vivendo, com o fim da ditadura militar e a esperança de dias melhores. "A gente tinha aquela sensação de estar saindo de uma coisa muito pesada, mas ao mesmo tempo ainda tínhamos um longo caminho a percorrer. Tanto que algumas músicas do disco foram censuradas e não podiam tocar nas rádios. Todo esse ambiente político influenciava o nosso trabalho." Além disso, o repertório de Gerbase dentro do universo de ficção científica também serviu de inspiração para muitas composições.
 
"É incrível olhar isso tudo agora, porque a gente percebe a contemporaneidade presente no material. Tocamos as músicas até hoje e elas parecem ser muito atuais, sendo que já se passaram 35 anos", reflete. Em julho de 2016, o disco chegou a ser eleito pela revista Rolling Stone Brasil como o 8º melhor do gênero no Brasil. Para Heinz, a longevidade do grupo está relacionada com a maneira leve com o qual levam a profissão. "Sempre foi uma grande brincadeira para nós, e esse é um dos pilares que nos sustentaram até hoje. Nunca encaramos a música como obrigação ou como algo pesado", explica.
 
Apesar da composição da banda ter sofrido com algumas alterações ao longo dos anos, todos os integrantes que passaram por ela ficaram tempo o suficiente para criar um boa unidade e sintonia. "Tenho orgulho de ter estado aqui desde o início, então não tem como dizer que eu não carrego um certo tipo de legado." Atualmente, o grupo é composto pelos irmãos Cláudio (guitarra) e Heron Heinz (baixo), Cleber Andrade (bateria) e Julia Barth (voz).
 
No show deste sábado, todas as músicas do primeiro disco serão apresentadas. Como forma de prestigiar o público presente, cantarão ainda algumas outras faixas, inclusive algumas que integram sua mais recente produção, Libertà. "É interessante perceber a relação que esses dois trabalhos têm, por que os dois estão ligados com o momento em que foram produzidos. O primeiro deles aconteceu enquanto estávamos saindo de um período escuro e pesado (ditadura militar), e o outro, lançado há uns dois anos, remete ao início de uma conjuntura parecida (governo Bolsonaro)."
 
Diante disso, Heinz frisa o quanto eles se preocupam em abordar nas canções questões da sociedade que exigem mudanças imediatas, como o racismo, o machismo, a homofobia e o autoritarismo. "Precisamos combater esse tipo de discurso, é muita violência acontecendo diariamente."
 
A presença de palco e o contato intimista com os fãs sempre foram duas marcas do grupo. Em razão da pandemia de covid-19, no entanto, a dinâmica de trabalho precisou ser reestruturada. "Foi muito difícil ficar tanto tempo longe, mas aproveitamos para fazer algumas lives e produzir alguns clipes bem legais. Foi produtivo, mas não tem como comparar com os shows, essa sempre foi a melhor parte e é muito bom estar de volta."
 
Fonte! Chasque (reportagem) publicado nas páginas do Jornal do Comércio de Porto Alegre - RS, edição do dia 14 de dezembro de 2021.