sexta-feira, 3 de agosto de 2012

OS TITÃS SUL AMERICANOS

Crédito: Ntc Livraria (Sítio Facebook)


Bueno! No programa Gritos do Quero-Quero de amanhã (04/08), na última meia-hora estaremos abordando a coluna do Dorotéo Fagundes desta semana (abaixo).

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No dia 28 de julho, foi o dia que marcou a data de morte de JOÃO CEZIMBRA JACQUES, o homem que deu origem no estado às instituições de movimentação cultural regionalista gaúcho, criando o período das agremiações, fundando em 1898 o GRÊMIO GAÚCHO DE PORTO ALEGRE, também por isso, foi escolhido como patrono do Movimento Tradicionalista Gaúcho.

O Major do exército Cezimbra Jacques, nasceu em Santa Maria, em 13 de dezembro de 1839, e morreu há 90 anos, em 28 de julho de 1922, na cidade do Rio de Janeiro.

Tudo me faz crer que Cezimbra quando criou o Grêmio Gaúcho, no prédio existente até hoje no Bairro da Azenha em Porto Alegre, (hoje infelizmente em péssimas condições, totalmente abandonado), seguira a inspiração do Dr. Elias Regules, médico – fundador da Associação La Criolla em Montevidéu em 1894, criando a instituição para defender e fomentar o desenvolvimento cultural local, ameaçada pela invasão da cultura estrangeira pelo porto.

Assim deduzo sem demérito que se a iniciativa de Cezimbra não fora original, possa ter sido influenciado pelo idealista uruguaio, da mesma foram que Paixão Cortes e seus asseclas em 1947, tenham sido influenciados por Cezimbra Jacques na fundação do primeiro Centro de Tradições Gaúchas da história, de nome 35-CTG.

O fato é que todos esses homens tinham no peito o mesmo pulsar em razão da nossa cultura regional gaúcha, que organizadamente hoje tem o papel indiscutível de preservação a tudo que esteja ligado ao nosso passado, mas não como coisa velha, pois o que eles resolveram guardar primeiro foi a força espiritual que motivaram os antepassados sobreviverem as amarguras de um tempo precário de recurso matérias que dispomos modernamente.

É essa força espiritual que nos move atualmente e que não envelhece, que para mim é o X da questão, o mais importante, e não as coisas velhas perdidas ou substituídas pela tecnologia moderna, em face das necessidades naturais do homem que fora recebendo de Deus a possibilidade de avançar no tempo e no espaço.

Dai reside a grande importância desses homens que criaram movimentos culturais, guardiões de elementos fundamentais a vida social humana em harmonia, ao contrário de outros movimentos que nasceram para cultuar as impurezas da vida humana, como a falsa rebeldia da libertinagem, das drogas, da mentira, da prostituição, da idolatria, das tatuagens, valores corroedores do ser.

A tradição é o ato da entrega de algum valor, logo o que não tem valor nunca será tradicional, por isso nós somos tradicionalistas como Paixão Cortes, Sezimbra Jacques e Elias Regules, os Titãs do Regionalismo na América do Sul.

Para pensar: Como escreveu a poetisa Cecilia Meireles: “Não há nada mais universal do que o regional”.

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Fonte! Coluna Regionalismo nº 513 por Dorotéo Fagundes de Abreu, do dia 31 de julho de 2012.