sexta-feira, 30 de novembro de 2012

O DIA DA BANDEIRA

Umas das coisas que me agrada, e acredito que também a maioria das pessoas, é uma bandeira. Que lindo é ver uma sendo desfraldada ou tremulando num mastro, marcando território, sinalizando ideal.

Quando guri estudante do Colégio União e do Íris Walls em Uruguaiana, nos idos de 1966 a 76, todos os sábados a diretoria da escola com seu corpo docente e funcionários, reuniam com os alunos no pátio, para hasteamento das bandeiras e canto dos hinos.

Três hinos cantávamos a capela – o Hino Nacional, o da Independência e o da Bandeira. Naquele tempo o Hino Rio-grandense não se entoava, eu nem sabia que existia e também não lembro se hasteavam a bandeira do estado, lembro sim da do Brasil, da Cidade e do Colégio. E foi assim que aprendi os hinos brasileiros. Tinha gente que não gostava desse momento cívico, ficavam encabulados, mas eu gostava e abria o peito no canto como querendo que as bandeiras me escutassem, tendo certeza de que eu estava ali, emocionado, garboso, orgulhoso por ter uma pátria, uma bandeira, uma escola.

O tempo passou e me parece que as escolas não realizam mais esses momentos cívicos. Nem no dia 19 de novembro. Porque disso? Se era tão bom saber que tínhamos valores guardados naqueles panos coloridos que subiam tremulando.

As bandeiras mostram caminhos, os hinos abriam nossas mentes aos compromissos que devemos ter como cidadãos para com Deus e com a Pátria. Os hinos indicam rumos, as letras não são em vãs, há princípios sagrados instruídos neles e mesmo assim, teve gente suficiente para destruir esses momentos de comunhão com o que é nosso.

Desde 1945, (a ainda maior potencia do mundo), faz com que suas cores, seus cantos, sua bandeira, passeiem por todos os quadrantes da terra, sinalizando seu domínio, mas aqui no Brasil e noutras nações ditas de terceiro mundo, foi proibido amar os símbolos nacionais.

Posso dizer que, se não me perdi por ai, é porque vive dentro de mim latejante as mensagens desses hinos e do lema das bandeiras, e posso afirmar que os que andam perdidos por ai, são os que foram afastados desses valores, por programas educacionais alienantes, de um processo de verticalização cultural equivocado e hoje sofremos o violentamento de tudo e ninguém sabe o porque.

Para pensar: Não há um ideal sem bandeira – Salve lindo pendão da esperança! Salve símbolo augusto da paz!


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 Fonte! Coluna Regionalismo por Dorotéo Fagundes de Abreu, do dia 22 de novembro de 2012.
 
Chasque utilizado no programa do dia 01/12/12 no MOMENTO DA CULTURA REGIONAL.