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domingo, 27 de dezembro de 2020

O alvoradense que tem sua música em um álbum da Califórnia da Canção Nativa

"Para o futuro, o músico projeta o lançamento de seu novo álbum, que já está em produção" (Foto: Guilherme Wunder)

O mês de dezembro é conhecido pelos tradicionalistas como o mês da Califórnia da Canção Nativa. O evento é considerado patrimônio cultural do Rio Grande do Sul e acontece desde 1971. Foi nesse festival que músicas como ‘Desgarrados’, ‘Esquilador’, ‘Guri’ e ‘Florêncio Guerra e seu Cavalo’ ficaram eternizadas como clássicos da música gaúcha. O que muitos não sabem é que Alvorada já teve um representante no evento.

Isso porque, em 2003, durante a 32ª Califórnia da Canção Nativa, Leandro Berlesi escreveu a música ‘Beira d’Estrada’, que foi uma das finalistas e está disponível no álbum daquela edição do festival. Contudo, essa não foi a primeira vez que o alvoradense foi até Uruguaiana para acompanhar a Califórnia. Onze anos antes ele havia viajado com amigos para acompanhar o evento.

Ele conta que sempre ouviu falar que os clássicos vinham de Uruguaiana e por isso foi até lá para assistir o festival. “Onze anos depois daquele festival, eu inscrevi uma música na Califórnia. O nosso trabalho era inovador e, mesmo sem sermos premiados, nós recebemos coisas que valiam muito mais. Fomos elogiados por nomes como o de Colmar Duarte, que é um dos criadores do festival”, salienta Berlesi.

Segundo o cantor, a música inscrita era o primeiro xote cantado e sem gaita que havia participado da Califórnia da Canção Nativa. Além disso, o grupo optou por fazer uma espécie de teatro em cima do palco. Isso porque Berlesi não apenas cantou, mas também atuou na música ao lado de outros integrantes. Tudo isso para entregar um produto diferente dos outros.

Ele conta quando veio a ideia de atuar na canção ao invés de apenas canta-la. “A nossa música era muito diferente e fugia do padrão. A gente levou um xote que contava uma história com início, meio e fim. Era um conjunto de coisas que as pessoas acharam interessante para aquela edição da Califórnia. Foi depois da primeira fase que decidimos representa-la ao invés de apenas cantar”, explica o alvoradense.

Apesar de não ter vencido a Calhandra de Ouro, a música está no álbum e isso é motivo de orgulho para o compositor. “Essa Califórnia teve duas classificatórias antes e nós passamos pelas duas. Então, quem chegou em Uruguaiana, já estava no CD. A Califórnia faz parte da história da música gaúcha e, se um dia, alguém escrever um livro sobre isso, o nosso nome estará na história da música do Rio Grande do Sul”, confessa o cantor.

Depois de estar entre os finalistas, o reconhecimento dentro do meio foi imediato. Berlesi explica que o seu público e trabalhos, principalmente envolvidos com invernadas, cresceu muito após o festival. Em Alvorada, o músico foi considerado o destaque da cidade e recebeu a medalha da Prefeitura e do MTG. Isso no final daquele ano de 2003.

Contudo, mesmo antes desse reconhecimento, o artista vive exclusivamente da música. Ele começou a tocar em CTG’s em 1998 como um trabalho paralelo, mas desde 2000 Berlesi vive somente da música. Isso tocando em bailes, apresentações de invernadas e em eventos e estabelecimentos comerciais. Isso mesmo na pandemia, onde tocou durante bastante tempo no Max Center.

Só que, mesmo assim, o impacto da pandemia foi enorme. “No dia 15 de março eu participei de um festival, um baile e dois rodeios. Depois disso parou tudo e todas as atividades foram canceladas. Com isso, houve alguns exemplos de CTG’s que seguiu pagando seus músicos, mas nem todos tem condições. O que me salvou na pandemia foi tocar no Max Center”, relata o alvoradense.

Para o futuro, o músico projeta o lançamento de seu novo álbum – algo que não acontece há 14 anos, quando ainda estava no grupo Beira d’Estrada – que já está em produção. “Eu vou estar vivo quando acabar a pandemia. Posso estar mais magro, mas estarei vivo e com CD novo. Vivo eu nem tenho tanta certeza (risos), mas certamente com um CD novo”, finaliza Berlesi. 

Fonte! Chasque publicado nas páginas do Jornal A Semana de Alvorada (RS), edição do dia 24 de dezembro de 2020. Também acessível nos potreiros da Internet clicando em http://www.jornalasemana.net/noticias/cultura/o_alvoradense_que_tem_sua_musica_em_um_album_da_california_da_cancao_nativa/9107

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Jumbo Atacadista é inaugurado e já começa a atender o público alvoradense

Empreendimento foi aberto oficialmente na manhã de quarta-feira, 16/12

"Antes da abertura oficial, houve uma solenidade para as autoridades, que contou com a presença da equipe e de figuras políticas" (Foto: Guilherme Wunder)

Foi realizada na manhã de quarta-feira, 16/12, a inauguração do Jumbo Atacadista, que pertence a rede de supermercados Max Center. O empreendimento funcionará como atacado, mas também venderá para o consumidor final. A ideia é atender aos dois públicos da cidade. A loja faz parte do complexo Porto Verde Center, localizado na Avenida Zero Hora, no Porto Verde.

O atacarejo é um empreendimento voltado à venda de produtos mais baratos para comerciantes e pessoas que buscam preços baixos. O atacado terá 3,5 mil metros quadrados, e irá focar em uma iluminação natural e geração de energia solar, assim como já faz o Max Center. Apostando em tecnologia, a loja terá 100% de etiquetas de preço eletrônicas nos produtos economizando a emissão de papel.

Solenidade de inauguração

Antes da abertura oficial, houve uma solenidade para as autoridades. Nela, o diretor do projeto, José Dall Accua, falou sobre a importância de abrir esse novo serviço. “É muito bom poder realizar os nossos sonhos ao lado de pessoas que nos ajudam a transforma-los em realidade. Acreditamos muito em Alvorada porque acreditamos que essa população merece produtos e atendimentos de qualidade”, salienta o empresário.

Ele também agradeceu ao apoio de todos os colaboradores e fez um pedido. “Quando começo um negócio novo, penso nele como filhos, pois sempre dei atenção aos meus filhos. espero que esse meu novo filho, chamado Jumbo, me traga muitos netos no futuro. Agora vou pedir aos que me ajudaram a conceber esse filho que me auxiliem a cuida-lo”, conclui Dall Accua.

Representando o público, falaram o secretário de Planejamento e Orçamento (SEPLAN), Marcio Barcellos, e o vereador Cristiano Schumacher (PTB). Ambos agradeceram aos empresários por estarem investindo na geração de emprego e renda em Alvorada. Além disso, eles colocaram a Prefeitura e a Câmara de Vereadores a disposição do grupo para poder auxiliar caso seja necessário.

Um dos responsáveis pelo local é Alcione Moreira, mais conhecido como Lico. Ele explicou o que se esperava desse novo espaço. “A expectativa é das melhores possíveis. Esse é um projeto novo na região e vemos que esse meio do atacado e varejo cresce muito. A gente pensa que Alvorada carecia desse tipo de empreendimento e estamos abrindo para atender a todos os públicos”, justifica o gestor.

O parecer da comunidade

Antes do local abrir já havia uma fila formada no lado de fora para conhecer o atacado e aproveitar os preços acessíveis. O primeiro da fila estava animado. “É muito bom. Eu trabalhei aqui na obra com eles e víamos que era o máximo. A comunidade sempre pediu um empreendimento como esse e o atacado será muito importante para todos os moradores do bairro”, relata Pedro Paulo, morador do bairro.

Quem também estava na fila era Gladis Terezinha, que tem expectativa de poupar nas compras do mês ao ir ao novo atacado. “Eu espero que esse atacado seja melhor para a gente e que tenha bons preços e variedades de produtos. Aqui faltava algo grande para nos atender com qualidade e preço baixo, pois os pequenos mercados cobram muito caro”, finaliza a aposentada. 

Fonte! Chasque publicado nas páginas do Jornal A Semana de Alvorada (RS), na edição impressa do dia 18 de dezembro de 2020.