Terças - das 21 às 23h com Valdemar Engroff e Luigi Cerbaro
Sábados - 8h30 às 10h30min com Valdemar Engroff
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sábado, 20 de março de 2021

Coluna Tradição e Cultura do Jornal A Semana de Alvorada (RS) - 20.03.21

 Artistas se reúnem em live beneficente

Um mutirão de solidariedade vai tomar conta das redes sociais neste sábado, em auxílio ao músico Miguel Bicca, que enfrenta problemas de saúde. Liderados pelo poeta Carlos Omar Vilella Gomes, 49 artistas participarão de uma live para arrecadar fundos afim de auxiliar no tratamento do cantor. Entre as atrações confirmadas: Luiz Marenco, César Oliveira, Joca Martins e Juliano Javoski.

Eles doaram seus palas para o leilão virtual a ser comandado pelo poeta e leiloeiro Rodrigo Bauer. Entre os itens a serem leiloados, estão ainda três cavalos crioulos e peças da griffe da cantora Shana Müller. A transmissão será feita pela página Repórter Farroupilha, no Facebook, a partir das 19h. O Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) do Rio Grande do Sul apoia a iniciativa. Mais informações com Carlos Omar (55) 99986-2283. Fonte! Sítio Facebook do MTG/RS.

E porque não o bandoneon no fandango?

Claudino Kuhn - Cia Animação Show - Cândido Godoi/RS
        Nos bailes gaúchos de antigamente (iluminados sob luz de candeeiro), os instrumentos que animavam a gauchada, com o surgimento do tradicionalismo organizado a partir da primeira ronda crioula capitaneada por Paixão Cortes em 1947, e o surgimento do primeiro CTG do mundo – o 35 CTG em 1948, foram a gaita, o violão e o pandeiro.

        Mas foram Os Irmãos Bertussi que em meados de 1950 incorporaram a segunda gaita e alguns anos depois, a bateria, que tinha por objetivo aumentar o som, pois não existiam microfones, a amplificação e nem as caixas de som, para os fandangos cada vez maiores em todo o interior gaúcho.

         Assim como nos fandangos em todo o Estado, Sul do Brasil e países vizinhos, a rainha do fandango é o acordeom. Alguns grupos de bailes têm também a tradicional gaita de botão, um instrumento de difícil execução e no meio gauchesco destaco Renato Borghetti, Gilberto Monteiro, Chico Brasil, entre outros.

         Em maio (2015) eu e minha mãe fomos pras Missões, onde voltamos pros pagos: Cerro Largo, Salvador das Missões e São Pedro do Butiá. Lá fomos num baile da terceira idade, animado por um grupo de Cândido Godoy (Cia Animação Show). Não era um grupo gaúcho, mas tocavam músicas dos nossos fandangos e o que me chamou atenção foi o bandoneon. Achei fantástico, simplesmente espetacular o jeito de tocar, o seu som e a animação que isso gerou no evento. Além disso. Tinha bateria eletrônica, instrumentos de sopro e órgão eletrônico.

         Imediatamente “viajei” para o passado distante, quando na década de 1970 ia aos bailes animados pelos Futuristas de Ijui, uma respeitável banda do estilo antigo, com bateria, baixo, guitarra, instrumentos de sopro, órgão e o bandoneon. Por isso não consigo entender por que este instrumento que é muito utilizado no Uruguai e na Argentina, nunca tive a honra e o prazer de vê-lo em execução num palco de um fandango em galpão de CTG.

         Em Porto Alegre eu vi Mano Monteiro, exímio bandoneoista tocando “Baile do Sapucay” e outras marcas do nosso cancioneiro e foi de arrepiar. Ainda não tive a honra de ver o exímio Carlito Magallanes e paramos por aí, pois o mercado musical para os bandoneoistas é muito restrito (existem outros fora do regionalismo gaúcho e sul americano). Mas quem sabe um dia alguém faz com o bandoneon o que Os Bertussi fizeram com a introdução do segundo acordeom e da bateria, introduzindo este belo instrumento nos fandangos e bailes gaúchos de todo o Rio Grande e em toda esta terra em redor. Este nosso chasque foi publicado na Revista de Bombacha, de Evandro Hoerle, em junho de 2015.

Valdemar Engroff

domingo, 7 de março de 2021

Os 36 anos do CTG Chilena de Prata

Créditos! Facebook do CTG Chilena de Prata

O primeiro CTG pós emancipação política de Alvorada a ser fundado foi o CTG Chilena de Prata, no dia 1º de março de 1985. Na reunião do dia 8 de março daquele ano, foi escolhido o nome da entidade, sugerido por Lino Ribeiro e foi formada a primeira patronagem: patrão – Francisco G. Ramalho; capataz – João Batista Costa; sota-capataz – Luiz Carlos Ribeiro e agregado das pilchas – Lino Ribeiro.

 Em 7 de outubro foi publicado o Decreto Municipal 604/85, com cedência de uma área de terras na Rua José do Patrocínio, que depois recebeu o nº 235 (sede). Em 13 de setembro, o CTG, juntamente com o CTG Campeiros do Sul, buscou pela primeira vez a Chama Crioula, na Ponte da Figueira, em Viamão. Em 7 de março de 1987, foi realizado o primeiro concurso de prendas, sendo vencedoras: Rossana Ribeiro – prenda adulta; Tatiana K. Ramalho – prenda juvenil e Michele Augusto Kaiper – prenda mirim.

Em 14 de março de 1987, o galpão era inaugurado, com missa crioula rezada pelo Pe. Amadeu Canellas de Porto Alegre. O Prefeito Léo Barcelos e esposa Djanira cortaram a fita inaugural e realizou-se o primeiro baile oficial da entidade.

Nos dias 10 a 12 de março de 1994 era realizado o 1º Rodeio Artístico e Cultural Tilintar das Chilenas, na patronagem de Rogério Souza e Sibel. E na gestão do patrão Getúlio da Silva, em 2001, aconteceu o 2º Tilintar das Chilenas Artístico e Cultural, com a participação de mais de 40 entidades tradicionalistas. E em 12 de julho de 2001 tivemos o descerramento da quinta Carta de Princípios no Estado, com a presença do presidente do MTG Manoelito Carlos Savaris, da coordenadora da 1ª Região Tradicionalista Liria Ramos, peões e prendas regionais e de diversos CTGs.

A primeira Cavalgada Feminina de Alvorada, organizada por Elizabeth Moraes, com o apoio da patronagem, teve tal êxito que foi reconhecida pela Ordem dos Cavaleiros do Rio Grande, como um evento oficial. E atualmente está no comando da entidade, patroa Reovane Ribeiro e devido à pandemia do Covid, o CTG não está abrindo o seu galpão e não está realizando eventos, seguindo os preceitos e recomendações das autoridades sanitárias. Este nosso chasque, na comemoração dos 30 anos, foi parar na Revista de Bombacha (digital), capitaneada pelo meu amigo Evandro Hoerle. 

Fonte! Chasque (post) por Valdemar Engroff, que integra a Coluna Tradição e Cultura do Jornal A Semana de Alvorada (RS), edição do dia 05 de março de 2021. 

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Uma das entidades fundadoras do CONCEC (Conselho Cultural Educativo e Comunitário) e a então Rádio Acácia FM foi o CTG Chilena de Prata.

E um dos primeiros programas da nossa grade era o Programa Gritos do Quero Quero, que era produzido pelo CTG Chilena de Prata e CTG Amaranto Pereira e os seus primeiros apresentadores eram o Seu Ary Fialho e Orivan Boff (do CTG Amaranto Pereira) e o Senhor Schneider (do CTG Chilena de Prata).

Nós, que estamos na produção e realização do Programa Gritos do Quero Quero atualmente, desejamos muitos anos de vida, tradição e cultura ao CTG Chilena de Prata. O mesmo desejam os diretores e voluntários da Rádio Acácia Web.

O programa voltou com tudo (depois da pausa em 25 de janeiro de 2020) e é comandado por Valdemar Engroff e tendo no costado o guri especial (e mascote da rádio) Luigi Cerbaro.

Valdemar Engroff

Coluna Tradição e Cultura do Jornal A Semana de Alvorara (RS) - 05.03.21

Os 36 anos do CTG Chilena de Prata

O primeiro CTG pós emancipação política de Alvorada a ser fundado foi o CTG Chilena de Prata, no dia 1º de março de 1985. Na reunião do dia 8 de março daquele ano, foi escolhido o nome da entidade, sugerido por Lino Ribeiro e foi formada a primeira patronagem: patrão – Francisco G. Ramalho; capataz – João Batista Costa; sota-capataz – Luiz Carlos Ribeiro e agregado das pilchas – Lino Ribeiro.

Em 7 de outubro foi publicado o Decreto Municipal 604/85, com cedência de uma área de terras na Rua José do Patrocínio, que depois recebeu o nº 235 (sede). Em 13 de setembro, o CTG, juntamente com o CTG Campeiros do Sul, buscou pela primeira vez a Chama Crioula, na Ponte da Figueira, em Viamão. Em 7 de março de 1987, foi realizado o primeiro concurso de prendas, sendo vencedoras: Rossana Ribeiro – prenda adulta; Tatiana K. Ramalho – prenda juvenil e Michele Augusto Kaiper – prenda mirim.

Em 14 de março de 1987, o galpão era inaugurado, com missa crioula rezada pelo Pe. Amadeu Canellas de Porto Alegre. O Prefeito Léo Barcelos e esposa Djanira cortaram a fita inaugural e realizou-se o primeiro baile oficial da entidade.

Nos dias 10 a 12 de março de 1994 era realizado o 1º Rodeio Artístico e Cultural Tilintar das Chilenas, na patronagem de Rogério Souza e Sibel. E na gestão do patrão Getúlio da Silva, em 2001, aconteceu o 2º Tilintar das Chilenas Artístico e Cultural, com a participação de mais de 40 entidades tradicionalistas. E em 12 de julho de 2001 tivemos o descerramento da quinta Carta de Princípios no Estado, com a presença do presidente do MTG Manoelito Carlos Savaris, da coordenadora da 1ª Região Tradicionalista Liria Ramos, peões e prendas regionais e de diversos CTGs.

A primeira Cavalgada Feminina de Alvorada, organizada por Elizabeth Moraes, com o apoio da patronagem, teve tal êxito que foi reconhecida pela Ordem dos Cavaleiros do Rio Grande, como um evento oficial. E atualmente está no comando da entidade, patroa Reovane Ribeiro e devido à pandemia do Covid, o CTG não está abrindo o seu galpão e não está realizando eventos, seguindo os preceitos e recomendações das autoridades sanitárias. Este nosso chasque, na comemoração dos 30 anos, foi parar na Revista de Bombacha (digital), capitaneada pelo meu amigo Evandro Hoerle.

Chasque do CTG Amaranto Pereira

Hoje (02/03/2021), apesar do momento triste que estamos vivendo devido a esta Pandemia que afeta todos nós, está sendo um dia de muita alegria pra nós do CTG Amaranto Pereira, pois, graças a Deus conseguimos a prorrogação do TERMO DE PERMISSÃO DE USO da nossa área do CTG validado por mais 5 ANOS em conformidade com o art. 49, inciso IV c/c art. 84. § 3º, ambos da Lei Orgânica do Município.

O primeiro Decreto do Termo de Posse e de Uso foi de 15 anos. Deixo aqui o registro de gratidão ao amigo Osimar Charão (Lula), sócio fundador, ex patrão e membro do nosso conselho fiscal, que intermediou o contato com o Secretário Paulo Ramos. Nossa Gratidão ao Secretário Paulo Ramos, que nos recebeu em seu gabinete e se prontificou a nos ajudar. Também somos gratos ao Prefeito José Arno Apollo do Amaral por assinar a renovação do Termo de Posse da área. Salientamos também que foi na gestão do atual Prefeito no ano de 1996 que foi concedida a permissão de uso conforme Decreto Nº 1.584/96. Adair Rocha, atual patrão do CTG Amaranto Pereira. 

Fonte! Chasque (coluna) de Valdemar Engroff, publicado nas páginas do Jornal A Semana de Alvorada (RS), na edição do dia 05 de março de 2021. Também nos potreiros da internet http://www.jornalasemana.net