sábado, 29 de setembro de 2012

FOI O MÊS FARROUPILHA

Há quem não goste das festividades farroupilhas e tem todo o direito de externar seu sentimento, desde que justifique seriamente o porquê da insatisfação, pois os que cultuam essa data externam aos quatro cantos do mundo a razão saudada aos heróis da Pátria.

Se passa que em 1799 o mundo passava por uma evolução, saindo do período monárquico feudalista para o sistema republicano de governar, criando os três poderes – executivo, legislativo e judiciário, para agirem de forma autônoma e independente.

Nesse caldeirão posto ao fogo a partir da Revolução Francesa, chega na América do Sul o ideal republicano por jovens que tinham estudado na Europa e se iniciado na Maçonaria, tornaram-se líderes políticos e militares aqui, como San Marin, Alvear, Artigas que formam um arremedo de estado de visão republicana com o nome de Províncias Unidas do Rio da Prata que acabou tomando outro rumo, na fundação da República Argentina e logo a do Uruguai que ficou com a nossa Província da Cisplatina, em 1827.

Depois, os rio-grandenses que só tinham serventia ao Império nas guerras, vinham sendo tiranizados pela coroa portuguesa – sócio, politica, econômica e militarmente, acabam seguindo o rumo de seus irmãos maçons espanhóis, então os iniciados, Bento Gonçalves, Gomes Jardim, Canabarro, Onofre, Neto, Teixeira Nunes e outros parceiros, provocam a rebelião em 20 de setembro de 1835 que virou guerra em 1836, com a criação da República Rio-grandense.

Essa guerra que durou até 1845, influenciou sobre maneira o futuro Brasil que em 1870 passou a Guerra do Paraguai com a força de farroupilhas e aderiu seus ideais, na abolição da escravatura em 1888 e na proclamação da república em 1889.

Tem muito mais, mas só esses avanços, são motivos suficientes a cultuarmos esses heróis de uma republica que não foi extinta, que vive na bandeira gaúcha e na mente dos que respeitam a história nacional, sem pretensões de uma reviravolta armada, mas sim numa revolução intima a que possamos levar ao poder pessoas de alto nível espiritual, no verdadeiro exercício republicano e democrático que modernamente está desfigurado e nos causa tanto mal, igual ou pior ao que os imperiais imprimiam no Rio Grande de São Pedro, do século dezenove.

Em Cacheira do Sul alguém do governo municipal foi oprimido por dizer que não gosta dos festejos farroupilhas. Errada atitude, pois contraria o princípio revolucionário de liberdade. O que a meu ver devia ser pedido ao tal cidadão, é que publicasse um sentido a sua premissa, para que sabendo o nível da sua intelectualidade histórica, lhe fosse sugerido – caso ignorante que fosse estuda-la antes de dizer asneira ou sendo convincente, proclamássemos o gênio herói do presente, pois é disso que estamos precisando, um líder tipo Bento Gonçalves e seus asseclas, porque no século vinte, realmente surgiram muitos babacas que ainda estão ai pedindo voto e dizendo bobagem.

Para pesar: Liberdade não se compra, nem se vende, se conquista exercitando.  

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Fonte! Coluna Regionalismo nº 521, por Dorotéo Fagundes de Abreu, do dia 25 de setembro de 2012.
 
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Chasque irradiado no programa Gritos do Quero-Quero do dia 29 de setembro de 2012, no MOMENTO DA CULTURA REGIONAL.