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domingo, 18 de abril de 2021

Produção de composteiras ajudam na criação de hortas comunitárias em bairros do município

A Prefeitura trabalha para auxiliar a comunidade durante a pandemia do coronavírus

No bairro Aparecida já estão prontos os canteiros para a horta comunitária ser colocada em prática" (Foto: Divulgação)

A Secretaria de Meio Ambiente (SMAM) e a EMATER/RS estão trabalhando em uma iniciativa pioneira em Alvorada. Isso porque eles estão gerando matéria orgânica para suprir as hortas de caráter social, agricultura urbana, paisagismo e embelezamento da cidade, além de dar o destino adequado para os resíduos orgânicos gerados pelas podas das árvores no município.

As duas composteiras têm 3,7m por 28m e 0,8m de profundidade e estão instaladas no Horto Municipal. Elas foram construídas em camadas constituídas por diversas fontes de matérias, sendo alguns ricos em nitrogênio e outros em carbono. Foi acrescentado ainda composto Classe A, orgânico doado pela Ecocitrus. Na composteira foram colocados respiradores feitos de cano de PVC para garantir a ventilação.

Trituramento de galhos

Em entrevista, secretário de Meio Ambiente, Rudi Guzati ressalta que o picador de galhos da Prefeitura além de reduzir o material facilitando a compostagem, diminui o descarte incorreto de resíduos sólidos pela cidade, ressaltando o paisagismo e as belezas naturais, que são muitas. Hoje ele está no Horto Municipal caso os alvoradenses precisem do serviço,

O projeto teve início há cerca de dois meses. Agora estamos trabalhando bastante para informar a população. “Nós estamos avisando as pessoas que tem podas de galhos de árvores que tragam esses materiais para a SMAM. Nós fazemos a trituração e a compostagem para a criação de hortas comunitárias, para as flores localizadas na Avenida e para os postos de saúde e CRAS”, explica Guzati.

Além disso, o biólogo Sandro Ribeiro afirma que essa iniciativa auxilia no trabalho da SMAM de educação ambiental da população. “Isso sem deixar de orientar a comunidade que nenhuma árvore pode ser cortada ou podada sem a autorização da SMAM. Então a gente também faz essa orientação as pessoas que nos procuram e trazem o material para o processamento”, explica o servidor público.

Avaliação da EMATER

Segundo a EMATER/RS, é importante usar o picador para a redução do tamanho da biomassa vegetal. Isso porque assim se dá o destino adequado a biomassa que não tem valor de mercado para gerar nenhum tipo de energia, mas que mal manejada e com um processo muito lento de decomposição acaba não sendo benéfica para o ambiente, além de ser um foco para deposito de lixo inorgânico.

A EMATER/RS explica que a composteira se encontra na fase termófila neste momento, ou seja, com grande atividade biológica para estabilização do composto. O projeto tem a pretensão de envolver toda comunidade alvoradense assim que a pandemia passar, através da separação dos resíduos e destino adequado por meio da compostagem. Isso também auxiliará no futuro das hortas comunitárias.

Realidade na Aparecida

Por mais que o projeto ainda esteja na sua fase inicial, já existem espaços sendo beneficiados. É o caso da horta comunitária do Bairro Aparecida. Lá as moradoras Magda Martins, Estela Azollin e a Katia Ribeiro são as responsáveis pela manutenção do espaço que ainda está em fase de implantação. A Prefeitura já auxiliou com a compostagem e auxílio na instalação.

Segundo Magda, que mora há 11 anos no bairro, a ideia é incentivar a ocupação dos pequenos espaços. “Esperamos que esse projeto alcance toda a comunidade, principalmente aqui no entorno. E que, com isso, seja suprida as necessidades e ajude na interação da comunidade. Claro que isso respeitando todos os protocolos. Temos pessoas com depressão que já estão bem animados”, confessa a dona de casa.

E essa não será a única horta comunitária. Quem confirma isso é o próprio secretário da SMAM. “O Bairro São Francisco também deve receber uma horta comunitária em breve. O Jardim Algarve também deve receber um investimento nesse sentido. Isso sem falar no Bairro Umbu, que já estamos em tratativas para promover algo na região do Pradinho”, finaliza Guzati. 

Fonte! Chasque (post) publicado nas páginas do Jornal A Semana de Alvorada (RS), edição do dia 16 de abril de 2021.

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